Quinta-feira, 30 de Junho de 2005

Fundo do mar

No fundo do mar há brancos pavores,
Onde as plantas são animais
E os animais são flores.

Mundo silencioso que não atinge
A agitação das ondas.
Abrem-se rindo conchas redondas,
Baloiça o cavalo-marinho.
Um polvo avança
No desalinho
Dos seus mil braços,
Uma flor dança,
Sem ruído vibram os espaços.

Sobre a areia o tempo poisa
Leve como um lenço.

Mas por mais bela que seja cada coisa
Tem um monstro em si suspenso.



Sophia de Mello Breyner Andresen
Obra Poética I
Caminho
publicado por mar_te às 12:31
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"As ondas quebravam uma a uma Eu estava só com a areia e com a espuma Do mar que cantava só para mim. " -Sophia de Mello Breyner Andresen-

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