Sexta-feira, 22 de Abril de 2005

Bebido o luar

Bebido o luar

Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.
 
Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.
 
Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.
 
Sophia de Mello Breyner Andresen
publicado por mar_te às 15:37
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1 comentário:
De Anónimo a 2 de Maio de 2005 às 20:56
Obrigado pelas tuas palavras tão gentis... e por este belo poema de Sofia! Gosto deste "teu e meu", muito bom gosto e afectividade.

Bjssfrog
(http://outravoz.blogspot.com)
(mailto:al.santos@netcabo.pt)

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"As ondas quebravam uma a uma Eu estava só com a areia e com a espuma Do mar que cantava só para mim. " -Sophia de Mello Breyner Andresen-

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