Domingo, 24 de Outubro de 2004

Cúmplices

A noite vem às vezes tão perdida
E quase nada parece bater certo
Há qualquer coisa em nós inquieta e ferida
E tudo o que era fundo fica perto

Nem sempre o chão da alma é seguro
Nem sempre o tempo cura qualquer dor
E o sabor a fim do mar que vem do escuro
E tantas vezes o que resta do calor

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

Trocamos as palavras mais escondidas
Que só a noite arranca sem doer
Seremos cúmplices o resto da vida
Ou talvez só até amanhecer

Fica tão fácil entregar a alma
A quem nos traga um sopro do deserto
O olhar onde a distância nunca acalma
Esperando o que vier de peito aberto

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

Mafalda Veiga
publicado por mar_te às 16:00
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2 comentários:
De Anónimo a 28 de Outubro de 2004 às 22:17
Gostei de visitar o teu site. Li num poema da Mafalda Veiga "Nem sempre o tempo cura qualquer dor", é bem verdade. Nunca o tempo cura a dor da perda...bjsluasolitaria
(http://http//luasolitaria.blogs.sapo.pt)
(mailto:didita2@sapo.pt)
De Anónimo a 27 de Novembro de 2004 às 21:03
adoro mafalda veiga!!! é mt bom! faz parte da minha vida completamente!sweety
</a>
(mailto:sdvg@klj.pt)

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"As ondas quebravam uma a uma Eu estava só com a areia e com a espuma Do mar que cantava só para mim. " -Sophia de Mello Breyner Andresen-

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