Quarta-feira, 31 de Agosto de 2005

Os Golfinhos-Roazes do sado


Neste mês de Agosto, nasceu um golfinho-roaz no estuário do Sado, o que acontece pela primeira vez em três anos naquela comunidade de cerca de 30 animais..


"O nome vulgar do "Tursiops truncatus", Roaz ou Roaz- corvineiro, estará ligado a dois hábitos de caça e alimentação destes golfinhos.


Em Setúbal, chamam-lhes “roazes” porque tinham o hábito de rasgar as redes dos pescadores em busca de alimento, e “corvineiros” por se alimentarem de corvinas quando estas eram abundantes na região.


Os roazes alimentam-se de vários tipos de peixes, moluscos e crustáceos.


No estuário do Sado, os roazes têm uma especial predilecção por chocos e tainhas, alimentando-se também lulas, linguados, caranguejos, camarões, entre outros.


O roaz ingere diariamente cerca de 20kg de alimento.


Os roazes passam grande parte do seu tempo à procura de alimento, e utilizam várias técnicas de caça, alguns caçam sozinhos, outros em pequenos grupos.


As fêmeas têm uma gravidez de 11 a 12 meses e dão à luz apenas uma cria com cerca de 80 centímetros.


No processo de parto, primeiro sai a cauda do golfinho bebé e só depois a cabeça.


Assim que nasce, a cria é levada à superfície para aprender a respirar.


As crias são amamentadas até aos 18 meses e são-lhes ensinadas desde logo algumas técnicas de caça.


O golfinho-roaz é cinzento-escuro no dorso, diminuindo de intensidade perto da barriga, que é branca ou rosa muito claro.


O seu corpo é muito robusto, bem como a sua cabeça.


O seu bico tem uma força espantosa, capaz de provocar ferimentos muito graves num adversário.


São muito activos e frequentemente acompanham os barcos à proa.


 


Chegam a atingir mais de 40 quilómetros por hora de velocidade a nadar e vivendo em liberdade, os roazes podem viver até aos 45 anos, tendo as fêmeas geralmente maior longevidade."


 


Fonte: Agência Lusa


 


 



 


Este é um excerto de uma reportagem que pode encontrar numa edição impressa da NGM – Portugal.


"Foi na manhã do dia 7 de Abril de 1999. Um roaz adulto pertencente à população residente no estuário do Sado estava arrojado na margem do esteiro do carvão. Permanecia completamente emerso e vivo. O seu corpo, de cerca de 450kg, sentia há já largas horas a sensação desconfortável de ser sustentado pelo lodo em vez da leveza habitual da flutuação na água. A maré encontrava-se a descer. A equipa de salvamento, corajosamente enterrada no lodo nauseabundo e imersa até à cintura, evitava que o golfinho estivesse sempre sobre o mesmo lado do corpo, tentava mantê-lo húmido e fresco e registava o seu comportamento e ritmo respiratório. O estado do animal era regularmente avaliado por uma veterinária do Jardim Zoológico de Lisboa. “Faltam ainda mais de seis horas para a maré subir até aqui”, informou um guarda da Reserva Natural do Estuário do Sado (RNES). Prolongar por muito mais tempo aquela represa artificial poderia resultar na sua morte. “Temos de retirá-lo pelo ar!”, decidi.


A direcção da RNES contactou o Comando da Força Aérea Portuguesa, que disponibilizou um helicóptero 90 minutos depois. O ruído e a ventania causados pelas pás das hélices do helicóptero provocaram um ciclo de respirações aflitivas no roaz. A colocação da maca para o transporte foi complicada. Nos rostos dos locais que assistiam, dos voluntários, dos membros da RNES, dos bombeiros e da protecção civil, e no meu coração, o receio ocupava o lugar da esperança. Para alívio de todos, o roaz acalmou. E tal como é comum acontecer em situações de captura, auto-imobilizou-se. Então, como uma estátua pendurada a um helicóptero, o Asa (curiosamente é este o nome do golfinho) voou pela primeira vez. Mais tarde, o animal foi deixado com outra equipa no canal sul, uma zona profunda do estuário e próxima do mar. Logo que foi libertado, mergulhou por instantes que nos pareceram eternos. Depois, deu um enorme salto fora de água, e depois outro e ainda outro...


De todos os momentos nestes dez anos em que acompanhei a população residente de roazes do Sado, este foi para mim o mais extraordinário. Hoje, todos nos orgulhamos de o Asa ainda estar vivo. Mas por quanto tempo mais sobreviverá a sua população?


Salvar ou evitar a morte de um único animal é uma medida de conservação prioritária praticada em populações muito pequenas, como a dos golfinhos do Sado. Nestas populações, a vida de cada animal tem um peso proporcionalmente grande no salvamento da população. O grupo do Sado é uma das populações residentes mais pequenas desta espécie conhecidas no mundo. Actualmente, conta com menos de três dezenas de animais. "


...


Pode encontrar o excerto desta reportagem e muito mais no seguinte link:


http://www.nationalgeographic.pt/revista/0105/feature1/default.asp


Alguns sites relacionados com os golfinhos-roazes:


 http://members.fortunecity.co.uk/naturanet/roaz.htm


http://www.vertigemazul.com/Roaz.htm


http://www.projectodelfim.pt/portugues/resumo_santos.htm


http://praias.publico.pt/meiapraia.asp?meiapraia=meiapraia/delfins.htm


http://www.mun-setubal.pt/Municipio/Pessoas/Retratos_Cidade/retratos18.asp


Quem souber de mais sites é só deixar na parte dos comentários...



There are many species of dolphins (nai'a) swimming in the tepid waters of Hawaii, the most common are the Hawaiian spinner, spotted (kiko), bottlenose and roughtooth dolphins.Dolphins in Hawaii are commonly termed as "porpoise" by local folks, especially fishermen, who use the word "dolphin" when referring to the dolphin fish, or mahi mahi.


           So called for their high, spinning leaps, spinner dolphins are known as playful, eager bow-riders throughout much of their range.                  In the near-coastal waters of Kaua'i, spinner dolphins are seen on an almost daily basis in near shore waters. Hawaiian Spinner dolphins are shaped and colored somewhat differently from other spinner dolphins.


Spinners often make "play-toys" of objects in their environment. In our area, the tradewinds blow lightweight plastic grocery bags into the ocean. The dolphins drape these over their fins and pass them back and forth.        This very young spinner has already learned a way to get mom's attention. Repeated head slaps send an acoustical message. Notice the pinkish underside, normally white, this could mean excitement or the product of vigorous slapping!


Porquê "destruír", "matar", "magoar"  o belo, os desprotegidos, os inocentes que existem na natureza?


 


publicado por mar_te às 01:54
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"As ondas quebravam uma a uma Eu estava só com a areia e com a espuma Do mar que cantava só para mim. " -Sophia de Mello Breyner Andresen-

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